
não preciso falar mais nada né?



* um filme...
alguns filmes visto ultimamente pela milésima vez....são eles que me fazem rir e chorar ao mesmo tempo. não estão necessariamente na ordem de preferência.
cada viagem que faço vou com uma companhia diferente, em lugares diferentes...tenho memórias incríveis em todas! Japão, Grécia, Italia estão definitivamente na minha lista dos preferidos.
* meu closet...
bagunçado quase explodindo....algo muito parecido com aquele guarda-roupa do filme “Confessions of a Shopaholic”! Por mais que eu doe, elas continuam brotando!
* uma obra de arte...
Miss Blanche – cadeira de acrílico com rosas do Shiro Kuramata

não acho que me identifico por completo mas me interessa muito o abstracionismo e pop art.
* meu lugar favorito no mundo ...
ainda estou pra descobrir....
* meu ícone fashion ... Jacqueline K. Onassis

bom, não há indícios sobre quem criou o salto alto e de quando datam os primeiros modelos, mas sabe-se que foi amplamente utilizado na corte do rei luís XIV (1643-1715), da frança, que abusava do luxo, das perucas e dos sapatos de salto. dizem as más línguas (e os registros históricos) que luís XIV não passava de 1,60 metro, por isso adorava sapatos que pudessem aumentar sua estatura.
hoje em dia, em vez de representar a nobreza, os saltos remetem à sensualidade da mulher, ressaltando seios, pernas e quadris. "estudos indicam que o salto alto é o elemento que mais desperta a libido e o fetiche nos homens, seguido pelas meias finas", diz o professor.

arquiteto, cenógrafo, gravador, teórico da arquitetura italiana...
os desenhos e gravuras de giovanni battista piranesi (1720-1778) influenciaram o estilo de diversos artistas e personagens da literatura da idade moderna.
é conhecido pela sua série dos cárceres (que datam de 1745-1750)... imagens de arquiteturas fantásticas que influenciaram o romantismo, o surrealismo...

conheci suas gravuras em 2006 na exposição "impressões originais: a gravura desde o séc. XV" que teve no ccbb. amei todas!!! principalmente a série dos "cárceres de invenção".
revi seus trabalhos novamente agora quando fiz uma pesquisa sobre o trabalho "airshaft - para piranesi" de ana maria tavares que está exposto na exposição tekhné na faap.

a entrevista deste mês é com a queridíssima amiga-irmã cyntia.
educadora em teatro e artes plásticas, atriz e integrante da Cia teatral maniCômicos, mãe de duas princesas, amante do belo nas artes e na vida cotidiana, pagã por gosto e artista plástica dormindo no sótão!



Invasão, pichação, agressão, desrespeito. Até quando a Bienal vai permitir isso, eu me pergunto?
É com irritação e revolta que leio os novos casos de pichação nesta Bienal, mas confesso que não acho surpreendente a reincidência dos casos. Eu fazia parte da equipe de supervisão do educativo da 28º Bienal de São Paulo, e estava trabalhando junto da minha equipe composta por 30 educadores quando a Bienal foi invadida as 19h por cerca de 50 pichadores. A história veiculada na imprensa foi a de que os pichadores invadiram, picharam e conseguiram fugir. O que vi naquela noite foi um pouco diferente. Eu vi visitantes e membros da imprensa aplaudindo a ação, eu vi inúmeras pessoas fazendo um cordão de isolamento para proteger e auxiliar a fuga dos pichadores e, pior, eu vi e sofri as agressões deixadas pelo caminho da fuga.
Eu fui “premiada” com uma voadora na altura do estômago por um pichador que tentava fugir pela rampa e como não via espaço para a fuga entre aqueles que estavam na rampa ele “abriu espaço” com um chute e assim me tirou da sua frente, o bombeiro que vinha logo atrás me segurou para que eu não caísse pelo guarda-corpo, mas ele também não teve sorte, foi agredido por outro pichador com um soco no rosto e teve seu rosto e farda pichadas por outro pichador, os seguranças que pouco podiam fazer também levaram socos, chutes e pontapés. O resultado não foi só um protesto sujo como o que vimos na imprensa, mas sim agressões físicas que foram parar na delegacia.
Foi com profunda revolta que soube que os pichadores seriam convidados a participar desta edição, nada me fazia enxergar o convite com outro tom que não o de “premiação” pela invasão, sujeira e agressões físicas. Eu teria de visitar a Bienal e contemplar uma obra daquele que me agrediu? Nunca fui capaz de entender este convite.
Agora leio sem espanto, mas com nova revolta, que pichadores, novos ou reincidentes não sei, foram ao pavilhão e picharam a obra de Nuno Ramos e na marquise a obra d Kboco. Será que na 30º Bienal os pichadores serão convidados especiais, ou de honra, pelos próximos curadores? Ainda me pergunto: ingenuidade da curadoria em achar que ao convidá-los conseguiriam impedi-los de novo ataque? Eis a resposta. Espero que desta vez ninguém se machuque, que as equipes de educadores, seguranças, limpeza e bombeiros não sofram nenhum tipo de agressão física e que a reflexão gere discussão e não coroação do erro.







